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Dica Clínica: Diastema Interincisivos

Dica Clínica: Diastema Interincisivos

Dica clínica da Dra. Liliana Maltagliati

Mestre e Doutora em Ortodontia pela FOB-USP
Professora Adjunto da Universidade UNIVERITAS-UNG
Autora do livro “Sistema Autoligado – Teoria e Prática” – Editora Plena

Fonte: Orthometric

O diastema interincisivos representa um comprometimento estético e psicológico para os seus portadores e frequentemente refere-se como principal queixa da busca do paciente por tratamento ortodôntico1. É uma má oclusão com frequencia muito variável na população. Acomete aproximadamente entre 3,7% a 36,8%2. A etiologia é diversa e muitas vezes responsável pelo insucesso na estabilidade do seu tratamento. As causas podem variar de alterações anatômicas dentárias, gerando a chamada discrepância de Bolton até alterações periodontais como defeito ósseo ou inserção baixa de freio. O método de tratamento varia dependendo da extensão desse diastema, podendo ser fechado com procedimentos de dentística restauradora ou aproximando os dentes ortodonticamente.

Quando opta-se pelo fechamento ortodôntico, há que se ter cuidado com a mecânica empregada para não incorrer em instabilidade ou piora de relações oclusais como os trespasses horizontal e vertical. Sabe-se que no procedimento de fechamento de espaços, o momento criado pelo vetor de força empregado cria um movimento pendular que aumenta a angulação mesial e lingual. Especificamente, o aumento da inclinação lingual gera um abaixamento da superfície incisal dos incisivos que acaba por acarretar aprofundamento da mordida. Quando essa mordida já é profunda no paciente, corre-se o risco de piorar essa condição o que estende e complica o tratamento posterior complementar.

Para controle desses efeitos colaterais, sugere-se que o fechamento do espaço seja iniciado apenas ao final do alinhamento e nivelamento, em fios mais calibrosos e de liga de aço inoxidável para que o momento criado não consiga se expresser ou seja minimizado pela espessura e rigidez do fio. No entanto, por ser a principal queixa da maioria dos pacientes que apresentam essa má oclusão e o motivo da busca dos mesmos pelo tratamento, postergar a solução dessa condição anti-estética pode trazer angústia ao paciente e desgaste na relação professional/paciente. Sugerimos então um método simples e prático de se obter rapidamente esse fechamento, ainda em estágios iniciais do tratamento, utilizando braquetes autoligados, fios de níquel titânio e stops como auxiliares do procedimento. Esse método visa conseguir uma melhora significativa do problema, em curto espaço de tempo e com controle efetivo dos efeitos colaterais. Utilizou-se braquetes e fios Orthometric (Ultra-P e Flexy Copper Niti). O primeiro passo é amarrilhar apenas os incisivos centrais, com fio de amarrilhos .025” até que se observe pressão sentida pelo paciente ou isquemia da papila gengival, sinal clínico de ativação do amarrilho. Esse amarrilho deve ser posicionado por baixo do fio. Na consulta de retorno e nas subsequentes, ativa-se esse mesmo amarrilho até que os incisivos centrais estejam unidos. Após o fechamento do espaço entre os incisivos centrais, remove-se o amarrilho e coloca-se stops justos amassados nas distais dos braquetes desses incisivos centrais o que vai proporcionar estabilização do movimento, ancoragem para a tração dos incisivos laterais e estabilidade do fio que não poderá girar pelo arco dentário. Até esse momento a estabilidade do fio pode ser conferida com a dobra distal, mas após a colocação dos stops essa dobra se torna desnecessária. Com os stops amassados ao fio, coloca-se um novo amarrilho conjugando o incisivo lateral ao central, bilateralmente e procede-se ao mesmo protocolo de ativação até que o espaço entre os laterais e os centrais se feche.

Então, remove-se os amarrilhos e os stops são deslocados para a distal dos braquetes dos incisivos laterais, fazendo um efeito “conjugado” e assim se mantém até o final do alinhamento, com a instalação de um fio rígido retangular de aço que poderá ser utilizado para fechar os espaços remanescentes que forem criados nas distais dos incisivos laterais e que não comprometem o paciente esteticamente. Com isso temos uma resolução rápida, simples, eficaz e que satisfaz o paciente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1 – Jaija AMZ, El-Beialy AR, Mostafa YA. Revisiting the Factors Underlying Maxillary Midline Diastema. Scientifica, 2016: 1-5.

2 – Sekowska A., Chalas R., Dunin-Wilczynska I. Width of dental arches in patients with maxillary midline diastema Folia Morphol. 2018, 77(2): 340-344.

Algumas situações sobre vida de estudante de Odontologia

Algumas situações sobre vida de estudante de Odontologia

Você possivelmente já sabe o que faz um Dentista (ou pelo menos imagina) e que o curso de Odontologia é um dos cursos mais concorridos. Selecionamos algumas situações que todo estudante de Odontologia sabe ou irá descobrir no decorrer do curso, e que você ainda não tinha ouvido falar, mas que provavelmente irá vivenciar:

1- Malas (maletas): Você será reconhecido de longe na Universidade como um estudante de Odontologia pois sempre estará carregando muitas, muitas malas e essas em boa parte das vezes estarão bem pesadas;

2- Sócio da Xerox: Cópias de livros e principalmente daquele amigo com caderno impecável;

3- Oito horas de sono?: Estar com olheiras será uma característica na semana de provas. Pois tudo cairá coincidentemente na mesma época: provas, apresentações e trabalhos e as clínicas que não param jamais;

4- Pacientes: Anotações com nome dos pacientes, número do telefone e os tipos de procedimentos estarão anotados em todos os lugares;

5- Roupa branca: Prepare-se para ter um guarda roupa branco. Outro detalhe dessa vestimenta é que você irá se sujar como uma criança, pois sempre terá algo que irá cair na sua calça sem querer. Não é nada fácil manter-se limpo;

6- Radiografia: Em algum ponto do seu jaleco terá alguma mancha típica de revelador;

7- Alta rotação: Irá te molhar e o paciente também;

8- Material Estéril: Ele encontrará uma forma de cair justamente quando você está quase finalizando um procedimento e quando não tem outro do mesmo estéril;

9- Moldagem: Os primeiros modelos de gesso terão bolhas e provavelmente terá que repetir moldagens;

10- Isolamento Absoluto: O Lençol vai rasgar, respire fundo e faça o próximo!

ODONTOLOGIA INFANTIL

ODONTOLOGIA INFANTIL

A odontopediatria é a especialidade da odontologia capaz de realizar a prevenção, diagnóstico e tratamento dos problemas de saúde bucal de bebês, crianças e adolescentes.

Além dos conhecimentos específicos sobre a cárie dentária, problemas periodontais e de tecidos moles, o odontopediatra possui conhecimento do crescimento e desenvolvimento infantil.

O atendimento clínico odontológico infantil, através de um exame diagnóstico integral do paciente é a oportunidade de monitorar a saúde e corrigir precocemente os desvios do padrão de normalidade.

Com isso a função preventiva é uma importante forma de atuação da especialidade. Além da prevenção, monitoramento e tratamento curativo a clínica odontológica infantil é certamente a responsável pela introdução da criança no ambiente odontológico.

Dessa forma é importante ao pediatra o conhecimento integral do paciente infantil, desde o seu desenvolvimento emocional, cognitivo, seu perfil psicológico, proporcionando um primeiro atendimento com sucesso, harmonioso e adequado.

A EVOLUÇÃO DA ENDODONTIA

A EVOLUÇÃO DA ENDODONTIA

A evolução do tratamento endodôntico pode ser observada com o surgimento de novas tecnologias, entre as quais localizadores apicais eletrônicos, ultrasom, instrumentos rotatórios, uso de microscópio clínico e o RX digital, que possibilitam a realização de uma endodontia segura e rápida, com resultados mais previsíveis do que os alcançados alguns anos atrás.

A instrumentação endodôntica também sofreu modificações substanciais. A chegada de limas confeccionadas em liga de níquel-titânio promoveu uma nova era na instrumentação endodôntica, permitindo que esta possa ser realizada com sistemas rotatórios, que promovem uma melhor padronização no preparo dos canais e, quando associados a técnicas de obturação termoplastificadas, fazem com que o tratamento possa ser realizado de forma bastante rápida, reduzindo consideravelmente sua duração.

No tocante aos materiais endodônticos, a grande novidade foi a sugestão do uso do MTA (agregado de tri-óxido mineral), comprovadamente benéfico e efetivo no selamento das perfurações (trepanações) e no selamento apical imediato de dentes com rizogênese incompleta (apicificação).
Paralelamente, à incorporação de todas estas inovações tecnológicas, outro fator importante é a qualificação mais consistente do Endodontista.

Implante dentário: sem medo

Implante dentário: sem medo

Uma simples palavra como “cirurgia” pode transformar um procedimento odontológico simples em um bicho de sete cabeças para muitos pacientes.
É o caso, por exemplo, do implante dentário, um tratamento relativamente indolor que costuma causar medo em muitas pessoas.

A realização de um implante dentário nada mais é do que a colocação de um pino de titânio no tecido ósseo para que depois seja instalada a prótese, que substituirá o dente perdido.

Para a realização do procedimento, que em geral é feito no próprio consultório, o dentista aplica uma anestesia local para depois inserir o pino no maxilar ou na mandíbula, dependendo se a perda foi na arcada inferior ou superior.

Como boa parte dessa cirurgia é feita no tecido ósseo, que é pouco enervado, o procedimento é basicamente indolor e o pós-operatório bastante tranquilo.

Após a instalação do pino, quando o tecido ósseo ainda não é suficiente para fixar o implante, o paciente passa por um período de espera até que a estrutura do implante seja totalmente adaptada e integrada ao osso.

É comum que se receite alguns analgésicos e anti-inflamatórios após o procedimento, com o objetivo de eliminar os incômodos da intervenção.

Ortopedia funcional dos maxilares

Ortopedia funcional dos maxilares

Quando encontramos um problema de mau posicionamento dos dentes, seja para realizar um tratamento estético ou para melhorar a funcionalidade da arcada, é necessário procurar um ortodontista.

A ortopedia funcional dos maxilares é uma especialidade da odontologia que estuda sobre alguns desequilíbrios musculares e ósseos no maxilar e está interligada com a ortodontia.

É uma especialidade da odontologia que soluciona problemas ósseos, musculares, alinhamento de dentes, funcionamento do maxilar e problemas de articulação.

O tratamento realizado por esta vertente é indolor e pouco invasivo por se basear na utilização de aparelhos móveis que remodelam as estruturas ósseas, musculares e de articulação da face através de estímulos sensoriais, promovendo melhora na funcionalidade da arcada dentária.

A ortopedia funcional dos maxilares pode tratar a maior parte dos distúrbios odontológicos relacionados à arcada e ao maxilar, encontrados em adultos e crianças.

Bruxismo, apneia do sono, dores de cabeça, dor de ouvido, dentição torta, posição errada de queixo, mordida cruzada ou aberta, lábios abertos, mau posicionamento da língua, barulho do maxilar durante a mastigação são alguns destes distúrbios.

A técnica da ortopedia funcional dos maxilares consiste em tratar, inicialmente, os problemas de estrutura óssea ou muscular da região da face, para depois alinhar problemas dentários.